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O que é certo é que gostei de ti.



O que é certo é que gostei de ti.
O resto não: se exististe,
e se assim foi, qual a cor dos olhos, ora verdes
ora cinzentos, deles levantou-se uma vez
um bando de andorinhas. Quais. As rápidas,
as que não andam, as que se amam no ar.
Como foi. Ficaste doente
ou coisa assim, levaram-te, muito se passou,
acho que ia ter outro filho e esqueci-me de ti
até ouvir-te, esta noite, a horas impossíveis,
vem comigo, é tempo. Larga tudo e sai,
espero por ti ao pé da cancela.
Mas cheguei lá e o trinco
estava solto, batia ao vento
contra o poste, fechei-o, voltei para trás,
a pensar em ti, que estiveste lá,
sabe-o Deus, que abriste a cancela,
que gostei de ti e também
que a porta não encaixava bem.





Eva Gerlach



Letícia Taís - Happybirthday (07-12-29)


Vives cada dia intensamente
dando-nos o melhor deste e outros mundos:  
a tua presença.



Muitos parabéns, fôfinha, 
pelos teus três aninhos!!!



                               Tudo o que tenho
                                para te dar 
                                                 cabe na tua 
                                                      pequena
                  e delicada mão
                                dou-te o sol e a lua
                                           um colo para te embalar
                           uma canção, 
um brilho no olharum sorriso                                          
uma melodia 
                                                  do meu coração, a palpitar 
                  um beijo e o desejo 
de 
                                                            uma longa vida
                                                            sem mêdos
                                           plena de saber emoção.

J.A.P.A.

Eu sei e você sabe


Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim


Vinicius de Moraes


Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!


Palavras nunca escritas

Ao longo da muralha



Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.





Mário Cesariny

É assim que te quero, amor


É assim que te quero, amor



É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.





Pablo Neruda




Mas na minha alma tudo se derrama...

Quase



Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minha alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Listas de som avançam para mim a fustigar-me
Em luz.
Todo a vibrar, quero fugir... Onde acoitar-me?...
Os braços duma cruz
Anseiam-se-me, e eu fujo também ao luar... 





Mário de Sá-Carneiro



Agora que o silêncio é um mar sem ondas



Súplica


Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.


Miguel Torga

Bebido o luar

Bebido o luar


Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.




Sophia de Mello Breyner Andresen

Pela luz dos olhos teus



Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinicius de Moraes

Existem duas formas de viver a sua vida



Existem duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existem milagres.
A outra é acreditar que todas as coisas são milagres.

A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega.

Deus é a lei e o legislador do Universo.


Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana

Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana.
Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.

Conhecimento auxilia por fora, mas só o amor socorre por dentro.
Conhecimento vem, mas a sabedoria tarda.
A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Vale a pena valorizar a vida e o que nela realmente tem valor



Citações de Vida (1)

Somente na eminência da morte se pode despreocupadamente, sem pudor, sem vaidade e sem dramatismos, valorizar a Vida ou constatar a insignificância da mesma, desarmados pela impotência e pela incapacidade individual da sabedoria ou de outras formas terrenas de "poder" que até aí pudéssemos ostentar, como o dinheiro ou o status social.

2010/06/10:2010/06/13 - por Letícia Taís






A. do Carmo Pereira (*)

(C) 2010 - Copyright - All Right Reserved by José A.P.Alferes


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(*) um pseudónimo de José António Pereira Alferes

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seja indicado expressamente o Autor dos mesmos,
- e seja incluído o endereço de hiperligação para a página/post de origem deste blog.
Em caso de uso indevido da propriedade intelectual o Autor poderá accionar judicialmente sobre os prevaricadores
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Aproveita cada sopro de vida



Aproveita cada sopro de vida.
Desfruta na primavera
da doce melodia
do canto do rouxinol
e no outono
do silêncio 
das folhas da árvore despida
caídas no chão.


(para Letícia Taís)


A. do Carmo Pereira (*)

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Nada é tão evidente nesta vida como aquilo que não se vê.





Nada é tão evidente nesta vida como aquilo que não se vê.






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Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida




Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.


(Sócrates)


Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje. 


(Séneca)


A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo. 


(Friedrich Nietzsche)

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