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Carolina Deslandes - A Vida Toda



Parabéns Carolina por esta linda canção de amor!

Amor para a vida toda....

Letra/Lyrics:

Quando o nosso filho crescer
Eu vou-lhe dizer
Que te conheci num dia de sol
Que o teu olhar me prendeu
E eu vi o céu
E tudo o que estava ao meu redor
Que pegaste na minha mão
Naquele fim de verão
E me levaste a jantar
Ficaste com o meu coração
E como numa canção
Fizeste-me corar

Ali
Eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda

Ali
Eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda

Quando ele ficar maior
E quiser saber melhor
Como é que veio ao mundo
Eu vou lhe dizer com amor
Que sonhei ao pormenor
E que era o meu desejo profundo
Que tinhas os olhos em água
Quando cheguei a casa
E te dei a boa nova
E o que já era bom ganhou asas
E eu soube de caras
Que era pra' vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda

Quando ele sair e tiver
A sua mulher
E já poder dividir um tecto
Vamos poder vê-lo crescer
Ser o que quiser
E tomar conta dos nossos netos
Um dia já velhinhos cansados
Sempre lado a lado
Ele vai poder contar
Que os pais tiveram sempre casados
Eternos namorados
E vieram provar

Que ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Foi um amor para a vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda


Carolina Deslandes -  A Vida Toda

"Amar pelos Dois"



Se um dia alguém, perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois

O meu coração, pode amar pelos dois



Versões acústicas 

sublimes

de 

Luísa e Salvador Sobral

















Luísa Sobral e Salvador Sobral



Simplesmente, uma música perfeita numa interpretação sublime.

Os irmãos Sobral criaram uma obra-prima...

Adorável.

Simply, perfect song and amazing performance


Um dia



Um dia

Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala. 



Sophia De Mello Breyner Andresen


Som e emoção? Música! Naturalmente, desde o ventre...


Som e emoção! Música?
Naturalmente... desde o ventre da mãe.


"Um bebê cresce e aprende a sobreviver para recolher o que é essencial. Desde o ventre ouve o batimento cardíaco de sua mãe, sabe de felicidade ou angústia pelo som dele, é tempo, frequência, harmonia. Se somarmos a emoção ao som, temos a música. "
(....) O bebê processa 300.000 vezes mais rápido que um adulto 
os sons e a música ao vivo, da qual foram expulsos pelas convenções ocidentais, "culturas primitivas tornam-nos participantes de sua música," é um grande incentivo para eles, a percepcionam melhor do que uma gravação.
"Não há actividade cerebral mais complexa que a música, por isso esta torna as pessoas mais ricas e mais completas. Lá encontramos o "efeito Mozart", não para fazer as pessoas mais inteligente, mas melhorar suas habilidades expressivas, estéticas e emocionais. "




«Un bebé crece para sobrevivir y aprende a coleccionar lo que se resulta esencial. Desde el vientre escucha el latido del corazón de su madre, sabe de la felicidad o la angustia de ella por el sonido, que es ritmo, frecuencia, armonía. Si al sonido le sumamos emoción, tenemos la música». Cuando explica su proyecto desecha pronto los prejuicios al respecto.

El bebé procesa el sonido 300.000 veces más rápido que el adulto y la música en directo, de la que fueron expulsados por convenciones occidentales, «las culturas primitivas les hacen partícipes de su música», es un gran estímulo para ellos, la perciben mejor que una grabación. 
«No existe actividad cerebral más compleja que la música, por eso les harán personas más ricas y globales. No queremos constatar el 'efecto Mozart', no es para hacer personas más inteligentes sino potenciar sus competencias expresivas, estéticas y emocionales»
Paulo Lameiro
in http://www.elnortedecastilla.es//20130304/mas-actualidad/cultura/bebe-concentra-adulto-sintetiza-201303042124.html

«Un bebé se concentra más que un adulto, sintetiza a Wagner en treinta segundos»





"A baby grows and learns to survive to collect what is essential. From the womb hears the heartbeat of his mother, knows of happiness or distress by the sound of it, it's timing, frequency, harmony. If we add emotion to the sound, we have the music. "

(....) The processes sound baby 300,000 times faster than an adult and live music, from which they were expelled by Western conventions, "primitive cultures make them sharers in his music," is a great encouragement to them, the perceived better than a recording.

"There is no more complex brain activity that music, so people will make them richer and more global. There we find the 'Mozart effect', not to make people smarter but enhance their expressive skills, aesthetic and emotional. "


"Un bébé grandit et apprend à survivre à recueillir ce qui est essentiel. Du sein entend le battement du cœur de sa mère, sait de bonheur ou de détresse par le son de celui-ci, c'est le calendrier, la fréquence, de l'harmonie. Si l'on ajoute l'émotion au son, nous avons la musique. "
(....) Le bébé de son processus de 300.000 fois plus vite que la musique d'un adulte et en direct, à partir de laquelle ils ont été expulsés par les conventions de l'Ouest, «cultures primitives rendre participants de sa musique», est un grand encouragement pour eux, la perception de mieux qu'un enregistrement.
"Il n'y a aucune activité cérébrale plus complexe que la musique, afin que les gens vont les rendre plus riches et plus globale. On y trouve «l'effet Mozart», de ne pas rendre les gens plus intelligents, mais d'améliorer leurs capacités expressives, esthétiques et émotionnelles. "



O sonho comanda a vida


Pedra Filosofal - António Gedeão / Manuel Freire

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.



Pedra Filosofal

António Gedeão

Pedra Filosofal (RTP)

Nascemos para amar




Nascemos para Amar

Nascemos para amar; a Humanidade 

Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. 
Tu és doce atractivo, ó Formosura, 
Que encanta, que seduz, que persuade. 


Enleia-se por gosto a liberdade; 

E depois que a paixão na alma se apura, 
Alguns então lhe chamam desventura, 
Chamam-lhe alguns então felicidade. 

Qual se abisma nas lôbregas tristezas, 
Qual em suaves júbilos discorre, 
Com esperanças mil na ideia acesas. 

Amor ou desfalece, ou pára, ou corre: 
E, segundo as diversas naturezas, 
Um porfia, este esquece, aquele morre. 



Bocage

A Negra Fúria Ciúme

Morre a luz, abafa os ares

Horrendo, espesso negrume,

Apenas surge do Averno
A negra fúria Ciúme.

Sobre um sólio cor da noite
Jaz dos Infernos o Nurne,
E a seus pés tragando brasas
A negra fúria Ciúme.

Crespas víboras penteia,
Dos olhos dardeja lume,
Respira veneno e peste
A negra fúria Ciúme.

Arrancando à Morte a fouce
De buído, ervado gume,
Vem retalhar corações
A negra fúria Ciúme.

Ao cruel sócio de Amor
Escapar ninguém presume,
Porque a tudo as garras lança
A negra fúria Ciúme.

Todos os males do Inferno
Em si guarda, em si resume
O mais horrível dos monstros,
A negra fúria Ciúme.

Amor inda é mais suave,
Que das rosas o perfume,
Mas envenena-lhe as graças
A negra fúria Ciúme.

Nas asas de Amor voamos
Do prazer ao áureo cume,
Porém de lá nos arroja
A negra fúria Ciúme.

Do férreo cálix da Morte
Prova o funesto azedume
Aquele a quem ferve n'alma
A negra fúria Ciúme.

Do escuro seio dos fados
Saltam males em cardume:
O pior é o que eu sofro,
A negra fúria Ciúme.

Dos imutáveis destinos
Se lê no idoso volume
Quantos estragos tem feito
A negra fúria Ciúme.

Amor inda brilha menos
Do que sutil vagalume,
Por entre as sombras que espalha
A negra fúria Ciúme.



A Negra Fúria Ciúme
Bocage


Paixão



Supõe que de uma praia, rocha ou monte, 

Com essa vista embaciada e turva 
Que dá aos olhos entranhável dor, 
Tinhas podido ver transpor a curva 
Pouco a pouco do líquido horizonte 
A barca saudosa que levasse 
Aquele a quem primeiro uniste a face 
                E o teu primeiro amor! 


...

Num eterno beijo o infinito tocamos




[ Para Odile, Dia dos Namorados 2011 ]

Enquanto teu corpo
baloiça no meu
desvairadamente
saio de mim
quando em ti entro
e me deleito
no jasmim 
da tua boca
louca
avidamente
sem calma
arrepios 
nos embalam 
a alma 
e sem fim
num eterno beijo
o infinito tocamos



A. do Carmo Pereira (*)

(C) 2011 - Copyright - All Right Reserved by José A.P.Alferes


(Valentine's Day 2011 | Saint Valentin 2011)
_________________________________________________________________

(*) um pseudónimo de José António Pereira Alferes

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Falo de Ti às Pedras das Estradas


Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que é louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!

Florbela Espanca

Quando duas almas se tocam

A alma, ao contrário do que tu supões, a alma é exterior: envolve e impregna o corpo como um fluido envolve a matéria. 
Em certos homens a alma chega a ser visível, a atmosfera que os rodeia tomar cor. 
Há seres cuja alma é uma contínua exalação: arrastam-na como um cometa ao oiro esparralhado da cauda - imensa, dorida, frenética. 
Há-os cuja alma é de uma sensibilidade extrema: sentem em si todo o universo. 
Daí também simpatias e antipatias súbitas quando duas almas se tocam, mesmo antes da matéria comunicar. 

O amor não é senão a impregnação desses fluidos, formando uma só alma, como o ódio é a repulsão dessa névoa sensível. 
Assim é que o homem faz parte da estrela e a estrela de Deus.

Raúl Brandão


Amar não é Ser Egoísta

Amar não é Ser Egoísta

Tenho a certeza que tu és o meu maior amigo, o mais dedicado, o melhor de todos. 

Como eu o vi hoje bem! Como tu és leal e bom!
Tão diferente de todos os outros homens que para te pagar o que no futuro hei-de dever-te, será pequena a minha vida inteira, mesmo que ela seja imensa. 
Os outros, amando as mulheres, são como os gatos que quando acariciam, é a eles que acariciam. 

Amar não é ser egoísta, é tantas, tantas vezes o sacrifício de nós próprios
A dedicação de todos os instantes, um interesse sem cálculo, uns cuidados que em pequeninas coisas se revelam e o pensamento constante de fazer a felicidade de quem se ama.

Na vida de toda a gente há braçados floridos dessas tolices sem importância. 
Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. 


Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. 
Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. 


Pôr finalmente, no meu caminho, a linda alma nova, ardente e carinhosa que é todo o meu ampa­ro, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. 


A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente. 

Florbela Espanca


Soneto de amor

Soneto de amor


Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce! 

José Régio

Alma do corpo nu

Faz-me o favor


Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada! 
Supor o que dirá 
Tua boca velada 
É ouvir-te já. 

É ouvir-te melhor 
Do que o dirias. 
O que és nao vem à flor 
Das caras e dos dias. 

Tu és melhor -- muito melhor!-- 
Do que tu. Não digas nada. Sê 
Alma do corpo nu 
Que do espelho se vê. 

Mário Cesariny 


Mas na minha alma tudo se derrama...

Quase



Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minha alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Listas de som avançam para mim a fustigar-me
Em luz.
Todo a vibrar, quero fugir... Onde acoitar-me?...
Os braços duma cruz
Anseiam-se-me, e eu fujo também ao luar... 





Mário de Sá-Carneiro



Agora que o silêncio é um mar sem ondas



Súplica


Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.


Miguel Torga

É ter fome, é ter sede de Infinito!




É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... 
É condensar o mundo num só grito! 

E é amar-te, assim, perdidamente... 
É seres alma, e sangue, e vida em mim 
E dizê-lo cantando a toda a gente!


...




Quando a alma não é pequena


Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.


(Fernando Pessoa)
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