vou sem sair daqui


Sem tempo

para fugir de mim

vou

sem sair daqui





A. do Carmo Pereira (*)

(C) 2011 - Copyright - All Right Reserved by José A.P.Alferes

Pedaços de vida...


O artista e a sua arte 
revelam-se 
em pedaços de vida 
recriados 
pelos sentidos despertos 
de quem os veicula 
e de quem os sente e desfruta
sempre e cada vez 
diferentemente



A. do Carmo Pereira (*)

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(*) um pseudónimo de José António Pereira Alferes

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A sorte não se procura



Recebe-se como uma dádiva 
quando para ela estamos preparados,
   com trabalho e talento!



A sorte não se procura...
São muitos os que todos os dias com ela se cruzam
e nem sequer a reconhecem...


Sortudo? não, "trabalhudo"!!!
  Muitos parabéns e muita sorte, 
pois sabemos que  
estás preparado  para a receber.



A. do Carmo Pereira (*)


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Perdão!


Perdão!


Seria o beijo
Que te pedi,
Dize, a razão 
(outra não vejo) 
Por que perdi 
Tanta afeição? 
Fiz mal, confesso; 
Mas esse excesso, 
Se o cometi, 
Foi por paixão, 
Sim, por amor 
De quem?... de ti! 
...

Vida



Vida:
sensualíssima mulher de carnes maravilhosas
cujos passos são horas
cadenciadas
rítmicas
fatais.
A cada movimento do teu corpo
dispersam asas de desejos

...

Paixão



Supõe que de uma praia, rocha ou monte, 

Com essa vista embaciada e turva 
Que dá aos olhos entranhável dor, 
Tinhas podido ver transpor a curva 
Pouco a pouco do líquido horizonte 
A barca saudosa que levasse 
Aquele a quem primeiro uniste a face 
                E o teu primeiro amor! 


...

Adormecer


Adormecer

Vai vida na madrugada fria. 

O teu amante fica, 

na posse deste momento que foi teu, 
amorfo e sem limites como um anjo; 
a cabeça cheia de estrelas... 
Fica abraçado a esta poeira que teu pé levantou. 
Fica inútil e hirto como um deus, 
desfalecendo na raiva de não poder seguir-te! 

Manuel da Fonseca

Beijos rubros e ardentes


Horas Rubras


Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos rubros e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...

Oiço olaias em flor às gargalhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p'las estradas...

Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...

Sou chama e neve e branca e mist'riosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!


Florbela Espanca


abandonei-me ao silêncio

Ofício de Amar


Já não necessito de ti
tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
tenho o grão doente das cidades erguidas no princípio doutras galáxias, e o remorso

um dia pressenti a música estelar das pedras, abandonei-me ao silêncio

...

Amor Sem Fruto, Amor Sem Esperança



Amor sem fruto, amor sem esperança
É mais nobre, mais puro,
Que o que, domando a ríspida esquivança,
Jaz dos agrados nas prisões seguro.
Meu leal coração, constante e forte,
Vendo a teu lado acesos,
Flérida ingrata, os ódios, os desprezos,
O rigor, a tristeza, a raiva, a morte,
...


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