Sentir tudo de todas as maneiras, num só momento


"(...)
Sentir tudo de todas as maneiras, 
Viver tudo de todos os lados, 
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, 
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos 
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.
 (...) "



Lágrima de preta



Lágrima de preta





Encontrei uma preta 

que estava a chorar, 
pedi-lhe uma lágrima 
para a analisar. 

Recolhi a lágrima 
com todo o cuidado 
num tubo de ensaio 
bem esterilizado. 

Olhei-a de um lado, 
do outro e de frente: 
tinha um ar de gota 
muito transparente. 

Mandei vir os ácidos, 
as bases e os sais, 
as drogas usadas 
em casos que tais. 

Ensaiei a frio, 
experimentei ao lume, 
de todas as vezes 
deu-me o que é costume: 

nem sinais de negro, 
nem vestígios de ódio. 
Água (quase tudo) 
e cloreto de sódio. 




António Gedeão


A amizade é como as estrelas...





A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.
 (Platão)


A amizade é como as estrelas. 

Não as vemos a toda hora, mas sabemos que existem.
 (Marina de Almeida Camargo)

A amizade é um amor que nunca morre.
 (Mário Quintana)



A amizade é um comércio desinteressado entre semelhantes.

 (Oliver Goldsmith)

A amizade multiplica as coisas boas e divide as más.
(Baltasar Gracián)

A amizade não consiste em apoiar os amigos quando eles têm razão, mas quando erram.
(Malraux)

A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se: é uma virtude.
 (Simone Weil)

A amizade pode existir entre as pessoas mais desiguais. Ela as torna iguais.

 (Aristóteles)


A amizade sempre é proveitosa, o amor às vezes é.
 (Seneca)

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.

As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.


Marina Colasanti

One of the Most Beautiful... Piu bella cosa...


Monica Bellucci... Eros Ramazzotti (live) - Fiorello con Piu bella cosa... 


Monica Bellucci - A Tribute To Her Beauty

Tango - Roxanne



(C) Intimissimi - Heart Tango - Monica Bellucci & José Fidalgo
Full version [Spot TV]
 Direcção:  Gabriele Muccino

Monica Bellucci com o actor e modelo português José Fidalgo

Monica Bellucci with the Portuguese model and actor José Fidalgo


recorded in Portugal | gravado em Portugal





A amizade... ilumina na adversidade



A amizade torna a prosperidade mais brilhante 
e ilumina a adversidade, por dividi-la e compartilhá-la.
 (Cícero)


A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas.
 (Francis Bacon)


A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte
 (Mahatma Gandhi)



Fé é esperança cega?



"A esperança é a última a morrer", dizem.

A é esperança cega.

Manter a fé,
uma esperança
cega
ou uma
esperança iluminada?



Consegui-la e mantê-la
exige muito pouco:
apenas uma certeza.



A de que tudo continuará 

sempre e sempre
num devir infinito, 
para além de nós.




Por isso, 

cada um deverá
e a cada um bastará

aproveitar
 
cada sopro de vida 

que nos restar 
sempre
como se o último fôr...


A. do Carmo Pereira (*)

(C) 2011 - Copyright - All Right Reserved by José A.P.Alferes


Os três H's - Honra, Honestidade e Hipocrisia


Nas pessoas de capacidade limitada, a modéstia não passa de mera honestidade, mas em quem possui grande talento, é hipocrisia.

A modéstia é a humildade de um hipócrita que pede perdão por seus méritos aos que não têm nenhum.

A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião.






Schopenhauer

A Riqueza e a Luz



dinheiro é a coisa mais importante do mundo.
Representa: saúde, força, honra, generosidade e beleza,
do mesmo modo que a falta dele
representa: doença, fraqueza, desgraça, maldade e fealdade.


A riqueza influencia-nos como a água do mar.
Quanto mais bebemos, mais sede temos...


Ler quer dizer pensar com uma cabeça alheia, em lugar da própria.


Os eruditos são aqueles que leram nos livros; 
mas os pensadores, os génios, os iluminadores do mundo
e os promotores do género humano 
são aqueles que leram diretamente no livro do mundo.

Schopenhauer


A luz e a religião



As religiões, assim como as luzes,
necessitam de escuridão para brilhar.



"Não nos deixar cair em tentação, é o mesmo que dizer:
Não nos deixar ver quem realmente somos".




Ler quer dizer pensar com uma cabeça alheia, em lugar da própria.



bom humor é a única qualidade divina do homem.



Schopenhauer


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