Ventos de liberdade






pintura em acrílico de ALF  (*)

ventos de liberdade 




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Mar... as tuas ondas são puras.






Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.







Sophia De Mello Breyner Andresen

Pintura de Raquel Martins (II)


beleza pura e o encanto na pintura de Raquel Martins...

Outono em Paris

Introspecção


A magia das cores



A magia das cores de Elias Schulz



Não há razão para não seguir seu coração...





Ser simples pode ser mais difícil que ser complexo

É preciso treinar muito para limpar o pensamento e fazer as coisas simples.
Mas vale a pena, porque quando chegamos lá podemos mover montanhas”




"Seu tempo é limitado, portanto não o desperdice vivendo a vida de alguém.


"Não caia na armadilha do dogma - que é 
viver com os resultados do pensamento  de outras pessoas.


Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.


E o mais importante, tenha a coragem de seguir 
o seu coração e a sua intuição

Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar.
 Tudo o resto é secundário."



"
Stay hungry, stay foolish"


(in Palestra de Steve Jobs, proferida junto dos alunos finalistas de Stanford, 2005)



"Lembrar que estarei morto em breve 
é a ferramenta mais importante 
que já encontrei para 
me ajudar a tomar grandes decisões.




Porque quase tudo cai diante da morte 
- expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - 
deixando apenas o que é importante.




 Não há razão para não seguir o seu coração.


Lembrar que você vai morrer 
é a melhor maneira que eu conheço
 para evitar a armadilha de pensar que 
você tem algo a perder.


Você já está nu. 
Não há razão para não seguir seu coração."


Steve Jobs
(1955-2011)
R.I.P.

Geração DesenRascaDa...



Poesia de intervenção: hip hop

muito cool e bué da fixe!!!

Walid El Sayed - Sou da geração do basta

 poesia sobre os Filhos da p*iiii....



Cale-se... Cálice!


"Época de opressão, tortura, choro... Época de união, ir a luta, ideais..."

Na luta pela Liberdade de expressão...
In the struggle for freedom of expression ...


CÁLICE  significava sob a censura política... CALE-SE!!! 

Goblet meant under the censorship ... SHUT UP!


ปิด
Callate
σκάσε

đóng cửa lên
シャットダウン
den Mund halten
заткнись
chiudere
þegja
be quiet...

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguem me esqueça


Cálice na voz única e divinal de Maria Bethânia, numa Composição de Chico Buarque e Gilberto Gil.

Há Palavras Que Nos Beijam




Cristina Branco  canta versos de Alexandre O'Neill

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Há palavras que nos beijam

Alexandre O'Neill

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